Música y Vino

Puedo intentar ser sincero pero nunca seré imparcial…

Casa de Fados

Jueves, a 22 de Julio de 2010 -- Alfredo -Webmaster-

 

Casa de Fados es la puesta en escena de un concierto con la estética y la visión de la película Fados de Carlos Saura. El concierto pretende reproducir el ambiente de una Casa de Fado, locales donde se canta el fado en Lisboa y donde el público rinde culto a cantantes y músicos de este género.

La última película de Carlos Saura completa una trilogía que el cineasta aragonés ha realizado sobre las músicas urbanas que nacieron en el s.XIX en diferentes ciudades y que se han convertido en músicas universales. Si Iberia, Flamenco y Tango hablaban respectivamente del flamenco y el tango, en Fados el afamado director nos muestra visión sobre esta música y su manera de entender la vida. En la cinta, artistas de la talla de Chico Buarque, Caetano Veloso, Marisa, Lila Downs y Miguel Poveda, entre otros, rinden un homenaje al fado.

En Fados participan diferentes generaciones de fadistas, instrumentistas y cantantes, primeras figuras del fado y jóvenes promesas que se han convertido en artistas en la vanguardia de esta música y que son ampliamente reconocidos como herederos de figuras como Amália Rodrigues o Carlo do Carmo.

En concierto de Casa de Fados varias generaciones de fadistas que participan en la película cantan “À desgarrada” uno tras otro, en un espectáculo acompañados por la escenografía e imágenes de la película Fados, creando un espectáculo que nos transporta al ambiente y el sentimiento del fado.

Fadistas: Carminho, Ricardo Ribeiro, Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Ana Sofia Varela y Pedro Moutinho.

Músicos: Pedro Castro y José Luis Nobre Costa (a la guitarra portuguesa), Jaime Santos (viola) y Joel Pina (bajo acústico).

 

Fado Corrido - Vicente da Câmara
(Vicente da Câmara / Popular *Fado Corrido*)
 
Uma amizade perdida
Nunca mais pode voltar
É amizade fingida
Se vai e volta a brincar
Ninguém dá nada
Se atrás não vier contravalor
Ninguém dá nada
Se atrás não vier contravalor
 
Só um amigo é capaz
Sem receber de dar amor
Só um amigo é capaz
Sem receber de dar amor

Minha mãe eu canto a noite - Maria da Nazaré
(Vasco de Lima Couto / Popular *Fado Menor*)

Minha mãe, eu canto a noite
Porque o dia me castiga
É no silêncio das coisas
Que eu encontro a voz amiga

Minha mãe, eu sofro a noite / Neste amor em que me afundo
Porque as palavras da vida / Já não têm outro mundo

Minha mãe eu grito a noite / Como um barco que te afasta
E naufraga no mar alto / Ao pé da onda mais casta

Por isso sou este canto / Minha mãe, tão magoado
Que visto a noite em meu corpo / Sem destino, mas com fado

Fado Corrido - Ana Sofia Varela
(Tiago Torres da Silva / Popular *Fado Corrido*)

Talvez o fado me diga
O que ninguém quer dizer
E por isso eu o persiga
Para nele me entender
E por isso eu o persiga
Para nele me entender

Meu amor tenho cantado
Sobre um céu tão derradeiro
Porque me entrego em cada fado
Como se fosse o primeiro

Talvez o fado não me peça
Tudo aquilo que lhe dou
Por isso por mais que o esqueça
Ele não esquece o que eu sou
Por isso por mais que o esqueça
Ele não esquece o que eu sou

Fado das Horas - Carminho
(D. António de Bragança / Popular *Fado Mouraria*)

Chorava por te não ver,
por te ver eu choro agora,
mas choro só por querer,
querer ver-te a toda a hora.

Passa o tempo de corrida,
quando falas eu te escuto,
nas horas da nossa vida,
cada hora é um minuto.

Quando estás ao pé de mim,
sinto-me dono do mundo.
mas o tempo é tão ruim,
tem cada hora um segundo.

Deixa-te estar a meu lado
e não mais te vás embora
para meu coração coitado
viver na vida uma hora

Guitarrada - Pedro de Castro & José Luís Nobre Costa (guitarra portuguesa); Jaime Santos (viola); Prof. Joel Pina (baixo)

Fama de Alfama - Ricardo Ribeiro & Pedro Moutinho
(Carlos Conde / José Lopes *Fado Lopes*)

Não tenham medo da fama
De Alfama mal afamada
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada

Fadistas venham comigo / Ouvir o fado vadio
E cantar ao desafio / Num castiço bairro antigo

Vamos lá, como eu lhes digo / E hão-de ver de madrugada
Como foi boa a noitada / No velho bairro de Alfama

Eu sei que o mundo falava / Mas por certo, com maldade
Pois nem sempre era verdade / Aquilo que se contava
Não tenham medo da fama
De Alfama mal afamada

Muita gente ali, levava / Viva sã e sossegada
Sob uma fama malvada / Que a salpicava de lama
A fama ás vezes difama
Gente boa, gente honrada

 

Comentarios

Enviado por Invitado/invitada (no verificado) en

Nunca los oi pero son deliciosoooossss, llore oyendo cantar a Carminho con esa voz tan particular y ese poema q habla del amor y del placer del amado.
Gracias de corazon.

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